
Son Geloso Del Zefiro Errante
Vincenzo Bellini
Ciúme e confiança no dueto “Son Geloso Del Zefiro Errante”
O dueto “Son geloso del zefiro errante”, de Vincenzo Bellini, explora o ciúme no amor romântico de forma sensível e intensa. Elvino confessa sentir ciúmes até do “zefiro errante” (vento leve) que toca Amina, do sol que a observa e do rio que reflete sua imagem. Esses elementos naturais se tornam rivais simbólicos, mostrando como o sentimento de Elvino é tão profundo que até detalhes sutis despertam insegurança. Essa abordagem é característica do bel canto romântico, onde metáforas da natureza intensificam emoções humanas e revelam a vulnerabilidade do amor absoluto.
Amina, por outro lado, responde transformando esses mesmos elementos em símbolos de confiança e partilha. Ela diz que ama o vento porque a ele confia o nome de Elvino, ama o sol porque o compartilha com ele, e o rio porque leva sua imagem até o amado. O diálogo entre os dois evolui para um pacto de confiança, com promessas de afastar dúvidas e temores. O dueto termina com a esperança de uma vida tranquila juntos, “sembiante a sereno mattino” (semelhante a uma manhã tranquila), e uma despedida melancólica, em que ambos afirmam que continuarão a se ver nos sonhos. A música e a letra, em perfeita sintonia, reforçam a delicadeza e a intensidade emocional do dueto, características marcantes das interpretações históricas dessa obra de Bellini.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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