
Apelo
Vinicius de Moraes
Dor e esperança no perdão em "Apelo", de Vinicius de Moraes
Em "Apelo", Vinicius de Moraes expressa uma súplica intensa por perdão e reconciliação, marcada pela consciência das consequências de um erro cometido. O verso “Eu te suplico não destruas tantas coisas que são tuas / Por um mal que eu já paguei” revela o arrependimento do eu lírico e sua tentativa de reparar uma relação abalada pela tristeza e pela saudade, sentimentos frequentes na obra do poeta. A canção faz parte do contexto do afro-samba, resultado da parceria de Vinicius com Baden Powell, o que reforça a atmosfera melancólica e introspectiva ao unir o samba tradicional à profundidade emocional das raízes afro-brasileiras.
A letra narra a transformação repentina de felicidade em dor, como se vê em “De repente do riso fez-se o pranto / Silencioso e branco como a bruma”. Essa passagem destaca o impacto do afastamento e o vazio deixado pela separação. Imagens como “das bocas unidas fez-se a espuma” e “das mãos espalmadas fez-se o espanto” mostram a dissolução da intimidade e da cumplicidade, substituídas por surpresa e solidão. O refrão, repetido ao final, reforça a esperança de reconciliação, resumindo o apelo central da música: o desejo de que o amor supere o sofrimento e encontre redenção no perdão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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