
Arrastão
Vinicius de Moraes
Religiosidade e resistência popular em “Arrastão”
“Arrastão”, de Vinicius de Moraes, destaca a forte presença da religiosidade popular e do sincretismo afro-brasileiro no cotidiano dos pescadores nordestinos. Referências como “me traz Iemanjá pra mim” e “Minha Santa Bárbara, me abençoai” evidenciam a devoção dos pescadores a entidades protetoras do mar, mostrando como fé e sobrevivência estão profundamente conectadas à natureza e à cultura local.
O clima de celebração coletiva aparece no entusiasmo diante da fartura, como no verso “Nunca jamais se viu tanto peixe assim”. Esse tom festivo, no entanto, vai além da comemoração: ao valorizar a cultura regional e dar protagonismo aos trabalhadores do mar durante o início da ditadura militar, a música assume um papel de resistência. “Arrastão” exalta a força e a dignidade do povo simples, transformando o ato de pescar em símbolo de união, esperança e fé. Assim, a canção marca uma transição importante na música brasileira, ao unir engajamento social e celebração cultural em um só movimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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