
Canto de Xangô
Vinicius de Moraes
Resistência e ancestralidade em “Canto de Xangô” de Vinicius
Em “Canto de Xangô”, Vinicius de Moraes utiliza a figura do orixá Xangô para representar resistência, ancestralidade e dignidade negra. A frase “Eu sou negro de cor mas tudo é só amor em mim” destaca a força interior baseada no amor e na espiritualidade, mesmo diante das dificuldades históricas enfrentadas pelo povo negro. O contexto do candomblé e da cultura afro-brasileira está presente tanto na letra quanto na musicalidade, que traz instrumentos típicos dos terreiros, como atabaques e agogôs, criando uma atmosfera autêntica e respeitosa.
A saudação “Xangô Agodô” e o pedido de bênção ao orixá reforçam a devoção e o respeito, elementos centrais da canção. A letra também aborda a dualidade entre amor e sofrimento, especialmente nos versos “Mas amar é sofrer / Mas amar é morrer de dor / Xangô, meu Senhor, saravá!”. O amor aparece como uma experiência intensa, capaz de causar dor, mas também como um caminho de transformação espiritual. O número sete, associado a Xangô e citado em “Tem sete cores sua cor / Sete dias para a gente amar”, simboliza plenitude e ciclo completo, aproximando o divino do cotidiano. Dessa forma, “Canto de Xangô” se destaca como um tributo à herança afro-brasileira, celebrando fé, resistência e a beleza da cultura negra no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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