
Rosa de Hiroshima
Vinicius de Moraes
Contraste e denúncia em “Rosa de Hiroshima” de Vinicius de Moraes
Em “Rosa de Hiroshima”, Vinicius de Moraes utiliza a imagem da rosa, tradicionalmente associada à beleza e delicadeza, para simbolizar a destruição causada pela bomba atômica. Ao transformar esse símbolo em algo devastador, como na expressão “rosa radioativa”, o poeta destaca o contraste entre o que deveria ser belo e o horror da explosão nuclear. Termos como “anti-rosa atômica” e “a rosa com cirrose” reforçam a ideia de que a bomba não apenas destrói, mas também corrompe e perverte a vida, tornando a rosa – e, por consequência, a existência – “sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada”.
A letra também chama atenção para as vítimas da tragédia, especialmente crianças e mulheres, ao mencionar “crianças mudas, telepáticas” e “meninas cegas inexatas”. Esses versos evocam os efeitos devastadores da radiação, como deformidades e traumas físicos e psicológicos. O trecho “pensem nas feridas como rosas cálidas” sugere que o sofrimento se torna uma marca permanente, aquecida pela lembrança da violência. Lançada durante a ditadura militar no Brasil, a música ganhou ainda mais força como protesto contra a opressão e a violência do próprio contexto nacional, ampliando seu significado pacifista e de denúncia. Assim, “Rosa de Hiroshima” se destaca como um lamento sóbrio sobre as consequências da guerra e da intolerância, usando imagens marcantes para provocar empatia e reflexão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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