
Odeon
Vinicius de Moraes
Memória e saudade no lirismo de “Odeon” de Vinicius de Moraes
Em “Odeon”, Vinicius de Moraes transforma a peça instrumental de Ernesto Nazareth, criada originalmente para homenagear o Cine Odeon, em uma canção que reflete sobre o tempo, a saudade e a perda da inocência. O chorinho, gênero marcado pela melancolia e lirismo, é retratado como um amigo antigo, trazendo à tona lembranças de um passado "lindo, triste, bom". A letra destaca o desejo de reviver a inocência e a esperança da juventude, especialmente nos versos: “Se eu pudesse recordar / E ser criança / Se eu pudesse renovar / Minha esperança”. Essa ligação entre música e memória afetiva é reforçada pelo contexto histórico da composição, que nasceu nos salões do Cine Odeon, um espaço de encontros e sonhos no Rio de Janeiro.
O tom melancólico da canção aparece na observação de que “já ninguém chora mais por ninguém”, sugerindo uma mudança nos sentimentos e valores das pessoas ao longo do tempo. O chorinho, que antes emocionava profundamente, agora é visto quase como uma relíquia, símbolo de uma sensibilidade que se perdeu. Quando Vinicius pede para o bandolim não tocar “tão lindo assim / porque parece até maldade”, ele expressa o contraste entre o prazer da lembrança e a dor do que não pode mais ser vivido. Assim, “Odeon” se torna um espaço onde passado e presente se encontram, mantendo viva a saudade e o encanto de outros tempos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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