
Valsa de Eurídice (Eurídice)
Vinicius de Moraes
A dor da saudade em “Valsa de Eurídice” de Vinicius de Moraes
Em “Valsa de Eurídice (Eurídice)”, Vinicius de Moraes aborda a dor da separação e o sentimento de abandono, evidenciados nos versos “Tantas vezes já partiste / Que chego a desesperar”. A repetição do tema da partida reforça a ideia de uma perda constante, remetendo diretamente ao mito de Orfeu e Eurídice, em que a separação dos amantes é inevitável e marcada pelo sofrimento. O contexto da peça “Orfeu da Conceição”, que adapta o mito grego para as favelas do Rio de Janeiro, aproxima a tragédia clássica da realidade brasileira, tornando a saudade e a dor da ausência ainda mais próximas do cotidiano nacional.
A letra destaca a saudade como uma força devastadora, capaz de ser mais dolorosa que a própria morte, como em “Pensa que a saudade / Mais do que a própria morte / Pode matar-me”. Essa comparação amplia o significado da ausência, sugerindo que o sofrimento emocional pode ser ainda mais intenso que a dor física. A súplica “Oh, meu amado, não parta / Não parta de mim” revela uma vulnerabilidade profunda, reforçada pela afirmação de que “não há nada que conforte / A falta dos olhos teus”. Dessa forma, a música expressa de maneira direta e sensível a experiência da perda e da saudade, temas centrais na obra de Vinicius de Moraes, transformando a melancolia em um sentimento universal e atemporal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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