
Canto de Iemanjá
Vinicius de Moraes
A dualidade de "Canto de Iemanjá" na herança afro-brasileira
"Canto de Iemanjá", de Vinicius de Moraes, explora a figura de Iemanjá como símbolo de proteção e de emoções profundas, refletindo a dualidade presente nas religiões afro-brasileiras. A canção destaca tanto a beleza quanto a melancolia associadas à orixá, especialmente no verso “Iemanjá é muita tristeza que vem”. Essa ambiguidade mostra Iemanjá como mãe acolhedora, mas também como representação das profundezas do mar, onde se misturam alegrias e tristezas humanas.
A letra faz referência à tradição de homenagear Iemanjá nas praias, principalmente em Salvador, como no convite “Vem comigo a Salvador / Para ouvir Iemanjá”, que convida o ouvinte a participar dessa experiência espiritual e cultural. Imagens como “Vem do luar no céu / Vem do luar / No mar coberto de flor” reforçam a conexão entre o sagrado e a natureza, lembrando os rituais em que flores são lançadas ao mar em oferenda à deusa. A repetição de “na maré que vai / E na maré que vem / Do fim, mais do fim, do mar / Bem mais além” sugere transcendência e um amor que ultrapassa fronteiras físicas, conectando o humano ao divino. A sonoridade do álbum "Os Afro-sambas", com instrumentos típicos do candomblé e da umbanda, intensifica o clima ritualístico, transformando a música em uma celebração da espiritualidade e da cultura afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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