
A Tonga da Mironga do Kabuletê
Vinicius de Moraes
Crítica social e irreverência em “A Tonga da Mironga do Kabuletê”
“A Tonga da Mironga do Kabuletê”, de Vinicius de Moraes, se destaca pelo uso de uma expressão inventada com sonoridade africana, criada para driblar a censura durante a ditadura militar. O título, que Vinicius dizia ser um insulto em nagô, carrega um duplo sentido: além do suposto significado obsceno, pode ser interpretado, segundo dicionários de línguas africanas, como uma mistura de “força”, “mistério” e “indivíduo desprezível”. Isso reforça o tom de deboche e desprezo direcionado a quem se acomoda diante das injustiças sociais.
A letra ironiza aqueles que se omitem ou fingem não enxergar a realidade, como nos versos “Você que ouve e não fala, você que olha e não vê” / “Você que lê e não sabe, você que reza e não crê”. A repetição da frase “A tonga da mironga do kabuletê” funciona como uma espécie de praga lançada contra esses personagens, ao mesmo tempo em que diverte e desafia o ouvinte a decifrar seu significado. O tom leve e espirituoso, junto à crítica social, transforma a música em um protesto criativo e bem-humorado, marca registrada da parceria entre Vinicius e Toquinho, que conseguiram transformar a insatisfação política em arte popular e acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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