
A Bênção, Bahia
Vinicius de Moraes
Homenagem à ancestralidade e fé em “A Bênção, Bahia”
"A Bênção, Bahia", de Vinicius de Moraes, vai além de uma simples homenagem à Bahia. A música destaca a importância da ancestralidade e da espiritualidade afro-brasileira na formação da identidade cultural baiana. Ao citar divindades do candomblé como Iemanjá, Nanã Buruku, Oxum, Iansã, Xangô e Oxalá, Vinicius não só celebra essas entidades, mas também evidencia a presença marcante das religiões de matriz africana no cotidiano da Bahia. A menção a Mãe Menininha do Gantois e Mãe Olga do Alaketo, líderes espirituais históricas do candomblé, reforça o respeito e a gratidão do compositor pelo papel fundamental dessas mulheres na preservação das tradições religiosas.
A letra também valoriza aspectos culturais do povo baiano, como a culinária típica — efó, caruru e aluá — e a alegria e sensualidade presentes em versos como “Bastante mulata para amar”. Expressões como “saravá” e “Epa Hey” criam um clima de saudação e respeito, enquanto o pedido de “dormir no colinho de lemanjá” transmite a busca por proteção e acolhimento materno, sentimentos comuns nas práticas devocionais afro-brasileiras. Dessa forma, "A Bênção, Bahia" se apresenta como um tributo afetuoso à Bahia, exaltando suas raízes africanas e a força de suas tradições religiosas e culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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