
Pátria Minha
Vinicius de Moraes
Saudade e exílio em "Pátria Minha" de Vinicius de Moraes
Em "Pátria Minha", Vinicius de Moraes explora a relação complexa com o Brasil durante seu exílio nos Estados Unidos. O poema reflete uma saudade profunda e um sentimento de desenraizamento, evidentes em versos como “Por isso, no exílio / Assistindo dormir meu filho / Choro de saudades de minha pátria”. Aqui, a ausência do país se mistura à experiência pessoal de ver o filho dormir em uma terra estrangeira, intensificando a dor da distância.
Vinicius foge dos símbolos grandiosos e oficiais de pátria, preferindo retratá-la de forma sensorial e cotidiana. Ele descreve o Brasil como “desolação / De caminhos”, “terra sedenta / E praia branca”, e destaca sua fragilidade ao dizer “sem sapatos / E sem meias, pátria minha / Tão pobrinha!”. O poeta rejeita clichês patrióticos e utiliza imagens simples para mostrar um país marcado por carências, mas também por afeto. Metáforas como “fonte de mel, bicho triste” e a referência ao lema “Libertas quae sera tamen” (Liberta que serás também) expressam esperança e desejo de transformação, sempre com um tom melancólico. O poema termina com um gesto de carinho e saudade, como se a pátria fosse uma carta enviada por pássaros, reforçando que, para Vinicius, o Brasil é uma presença afetiva, marcada tanto pela dor da ausência quanto pelo amor incondicional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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