
O Operário Em Construção
Vinicius de Moraes
Consciência e resistência em “O Operário Em Construção”
Em “O Operário Em Construção”, Vinicius de Moraes retrata o despertar político e coletivo do trabalhador, indo além de uma simples transformação individual. O poema mostra como o operário percebe que tudo ao seu redor — “garrafa, prato, facão” / “casa, cidade, nação” — é resultado direto do seu trabalho. Inspirado por ideias marxistas, Vinicius aborda o conceito de alienação, mostrando o operário inicialmente em uma posição passiva, até que ele entende que “a casa que ele fazia, sendo a sua liberdade, era a sua escravidão”. Essa frase resume o paradoxo do trabalho sob o capitalismo: o operário constrói o mundo, mas continua submisso a ele.
O ponto de virada ocorre quando o operário “começou a dizer não”, sinalizando o início da luta de classes. Ele deixa de aceitar a exploração e passa a questionar as desigualdades entre ele e o patrão. O poema faz referência à passagem bíblica em que o Diabo oferece a Jesus todos os reinos do mundo em troca de adoração, e retoma essa ideia no final, quando o patrão tenta seduzir o operário com promessas de poder e lazer, exigindo sua submissão. O operário recusa: “Não podes dar-me o que é meu”. Essa resposta representa a consciência de que o verdadeiro poder pertence a quem constrói, não a quem explora. Assim, Vinicius insere sua obra na tradição da poesia social brasileira, promovendo uma reflexão crítica sobre alienação, exploração e a possibilidade de emancipação do trabalhador.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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