
Caixeiro Viajante
Vinny Santa Fé
Resiliência e identidade negra em “Caixeiro Viajante”
Em “Caixeiro Viajante”, Vinny Santa Fé utiliza a figura do vendedor itinerante como metáfora para a necessidade de adaptação e resiliência de quem vive na periferia carioca. O artista vai além da referência ao trabalho ambulante, mostrando como a vida exige constante reinvenção diante das adversidades. O trecho “Na metamorfose constante / Porque nem tudo que se ama nessa vida quando vem é pra ficar” destaca a impermanência e a necessidade de seguir em frente, mesmo diante de perdas e mudanças. Essa mensagem reflete a própria trajetória de Vinny, que trocou o esporte pelo samba, trazendo para a música sua experiência de superação e transformação pessoal.
A letra também aborda questões raciais e sociais de forma direta. Em “Senti no osso o que a pele faz / Quando não é daquela cor da paz”, Vinny expõe o racismo vivido no dia a dia. Ao dizer “Me revoltei, gritei, lutei, sagaz / Pra oprimido eu nunca tive vocação”, ele afirma uma postura de resistência e orgulho, recusando o papel de vítima. O verso “Ouvi um samba me dizer que o impossível é possível / Por que não?” conecta a tradição do samba à esperança e à força coletiva, mostrando como a arte pode ser um instrumento de autoestima e libertação para quem enfrenta a exclusão social. Assim, “Caixeiro Viajante” se destaca como um hino de perseverança, representatividade e afirmação da identidade negra e periférica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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