
Malê-Debalê
Virgínia Rodrigues
Tradição e resistência afro-brasileira em “Malê-Debalê”
“Malê-Debalê”, interpretada por Virgínia Rodrigues, vai além de uma simples homenagem ao carnaval baiano. Logo no início, a evocação de Ogum e a menção ao “congá” deixam claro que a música é um tributo à ancestralidade e à resistência negra na Bahia. O bloco Malê Debalê, citado na canção, carrega em seu nome a memória dos malês, negros muçulmanos que participaram da Revolta dos Malês em 1835, um marco na luta por liberdade no Brasil. Ao dizer “Ogum fez o seu congá”, a letra conecta a festa do carnaval à espiritualidade afro-brasileira, mostrando que a celebração é também um ato de reverência e preservação cultural.
A repetição de nomes ligados a Ogum — “Ogum Maiê, Ogum Megê, Ogum Beira-mar” — reforça a busca por proteção e força, além de demonstrar respeito às entidades espirituais ao pedir “licença e permissão para dançar”. Termos como “Adarrum” (ritmo percussivo) e “ijexá” (ritmo tradicional do candomblé) destacam a presença marcante dos elementos musicais de origem africana, que unem a comunidade em torno de sua herança. Dessa forma, a música transmite orgulho, respeito e alegria, celebrando a identidade afro-brasileira e a continuidade de suas tradições religiosas e culturais no carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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