
Deus do Fogo da Justiça (Deusa do Êbano)
Virgínia Rodrigues
Força ancestral e justiça em “Deus do Fogo da Justiça (Deusa do Êbano)”
A música “Deus do Fogo da Justiça (Deusa do Êbano)”, interpretada por Virgínia Rodrigues, destaca a reverência à ancestralidade africana e à força feminina logo em seus primeiros versos, com a repetição de “Ê Deusa do Êbano”. Essa escolha evidencia o respeito às raízes afro-brasileiras e à presença marcante das mulheres negras, ao mesmo tempo em que faz referência a Xangô, orixá do Candomblé ligado ao fogo, trovão e justiça. Embora Xangô seja tradicionalmente masculino, a letra propõe uma fusão simbólica entre o poder feminino e a energia desse orixá, mostrando que a justiça e a força espiritual podem se manifestar além dos limites de gênero nas tradições afro-brasileiras.
A citação à “nação Ketu” e ao termo “Kaô” conecta a canção diretamente ao universo do Candomblé, especialmente à tradição iorubá, onde Xangô é uma figura central. O trecho “Kaô, me valha / Sou Ketu a nação mais odara” expressa um pedido de proteção e justiça, além de afirmar orgulho e pertencimento à herança africana. A letra também valoriza a memória e a oralidade, como em “o nome desse orixá / Está gravado na história / Eu não posso mencionar”, demonstrando respeito pelos segredos e mistérios do culto. Assim, Virgínia Rodrigues utiliza sua interpretação para celebrar a força espiritual, a justiça e a identidade negra, promovendo uma conexão profunda entre música, religiosidade e resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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