
Ai Que Saudade D'ocê
Vital Farias
Saudade, trabalho e afeto em “Ai Que Saudade D'ocê”
Em “Ai Que Saudade D'ocê”, o beija-flor não é só delicadeza: vira mensageiro do amor e sustenta um trocadilho entre “beija” e “beijo”. No verso “Um beija-flor invadir / te der um beijo e partir”, a imagem tenta encurtar a distância com um gesto imaginado. Quando o narrador pede uma carta “com frases dizendo assim”, ele busca roteirizar o afeto para preencher o vazio da ausência e manter vivo o vínculo.
A canção fala com simplicidade de um amor separado pela distância e pelo trabalho. O narrador procura presenças simbólicas — o beija-flor que leva o beijo, a carta cheia de beijos — enquanto recorda o namoro interrompido pelas viagens: “Quando eu ia viajar / você caía no choro / eu chorando pela estrada”, até a resignação de “Trabalhar é minha sina”. O conflito entre sustento e afeto aparece em linguagem coloquial e marcada pelo Nordeste (“ocê”, “sina”) e por imagens de natureza, características de Vital Farias, paraibano que valorizou a cultura nordestina em sua obra. Composta em 1982, a música ficou conhecida pela poesia direta e certeira — a metáfora do beija-flor é frequentemente destacada nas leituras — e virou clássico, regravado por Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Fábio Jr. e Fagner, consolidando o legado de Vital Farias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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