
Milonga de Los Morenos
Vitor Ramil
Memória e resistência negra em “Milonga de Los Morenos”
“Milonga de Los Morenos”, de Vitor Ramil, aborda o apagamento histórico dos negros no sul do continente, especialmente na região do Rio da Prata. A música destaca como os colonizadores ingleses e holandeses viam os africanos como mercadoria, evidenciado na expressão “marfil negro”, que denuncia a desumanização sofrida por esses povos. Ao citar o “Regimiento de Pardos y Morenos” e a bravura desses soldados nas guerras de independência, Ramil resgata uma memória coletiva frequentemente esquecida, ressaltando o papel fundamental dos afrodescendentes na formação da identidade local.
A letra constrói uma narrativa de respeito e reconhecimento, contrapondo o esquecimento histórico à dignidade e coragem desses personagens. Referências à batalha do Cerrito e à frase de Hilario Ascasubi – “más bravo que gallo inglés” (“mais valente que galo inglês”) – reforçam a coragem dos soldados negros. A menção a Martín Fierro, símbolo do gaúcho argentino, serve para questionar a violência e o silenciamento impostos a esses indivíduos. Nos versos finais, a pergunta “¿a qué cielo de tambores y siestas largas se an ido?” (“para qual céu de tambores e longas sestas eles foram?”) expressa tanto saudade quanto a injustiça do esquecimento. Assim, a canção se torna um tributo à memória e à identidade afrodescendente, ressaltando a importância de reconhecer as contribuições e sofrimentos desses povos na história do sul.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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