
Não É Céu
Vitor Ramil
Conexão e refúgio em "Não É Céu" diante do caos urbano
Em "Não É Céu", Vitor Ramil utiliza a imagem de uma brasa caindo do vigésimo andar — provavelmente um cigarro aceso lançado de uma janela — para criar um cenário urbano marcado pela desordem e pelo distanciamento. Essa metáfora reforça a sensação de uma noite incomum, em que a luz artificial e o frio do ambiente externo contrastam com o desejo de proximidade e aconchego dentro do quarto. O trecho “Deixa essa brasa descer lá fora / Deixa o mundo todo queimar” mostra uma escolha consciente de ignorar o tumulto do lado de fora, priorizando o calor humano e o momento presente.
A repetição do pedido “Fica comigo, me abraça / Que calor melhor a rua não dá” destaca o contraste entre a frieza e a solidão do mundo externo e o conforto encontrado na intimidade a dois. Essa oposição se conecta à chamada "estética do frio", conceito criado por Vitor Ramil para expressar a identidade do sul do Brasil, onde o clima e a cultura incentivam a busca por abrigo e afeto. A menção a Nero, imperador romano ligado ao incêndio de Roma, intensifica a ideia de caos externo, enquanto o quarto se mantém como um espaço de refúgio. Assim, a música valoriza a resistência afetiva e o calor humano como resposta ao vazio e à desordem do cotidiano urbano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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