
Barroco
Vitor Ramil
Dilemas entre passado e presente em “Barroco” de Vitor Ramil
Em “Barroco”, Vitor Ramil explora de forma irônica o conflito entre a dedicação ao conhecimento e as demandas da vida afetiva. O verso “Se eu tiver que ler tudo do Barroco, que tempo vai sobrar pra minha nêga?” resume esse dilema, mostrando como o fascínio pelo estudo profundo da arte e da história barroca pode afastar o indivíduo do convívio e do prazer cotidiano. A repetição de “claro-escuro” faz referência à técnica do chiaroscuro, típica do barroco, e simboliza os contrastes entre razão e desejo, erudição e prazer, presentes tanto na arte quanto na vida do narrador.
As menções a figuras e eventos históricos, como “terremoto de Lisboa”, “os jesuítas”, “Santa Teresa”, “Pedro, o Grande” e “o Conde Orgaz”, reforçam o peso e a complexidade do período barroco. Esses elementos criam um ambiente de opulência e inquietação, onde o narrador se sente acompanhado por “dez mil nobres no meu rastro” e “trezentos frades no meu rastro”, evidenciando a pressão do legado histórico e intelectual. No entanto, a figura feminina que o chama para o “paraíso” do presente serve como contraponto, trazendo leveza e humanidade. Assim, Ramil usa o barroco como metáfora para o desafio de equilibrar o estudo do passado com a vivência do presente, refletindo sobre as dualidades da existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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