
Horizontes
Vitor Ramil
Memória e identidade regional em "Horizontes" de Vitor Ramil
Em "Horizontes", Vitor Ramil explora a relação afetiva e ambígua com sua cidade natal, provavelmente Pelotas, um tema recorrente em sua obra. Logo no início, a referência a "um porto não muito alegre" sugere uma conexão marcada tanto pela melancolia quanto pelo carinho. Elementos como "moinhos de vento", "subir no bonde, descer correndo" e as brincadeiras de infância, como "jogar bulita, pular fogueira", reforçam o tom nostálgico e aproximam o ouvinte das paisagens e tradições do sul do Brasil. Esses detalhes são fundamentais na chamada "Estética do Frio", conceito criado por Ramil para valorizar a cultura e o clima da região sul.
A letra também insere a experiência pessoal em um contexto histórico mais amplo ao citar anos como "sessenta e quatro, sessenta e seis, sessenta e oito um mau tempo talvez", fazendo referência ao período da ditadura militar no Brasil. Essa escolha mostra que as memórias de infância e o sentimento de pertencimento convivem com lembranças de tempos difíceis. O verso repetido "não vou me perder por aí" expressa a decisão do narrador de preservar sua identidade e raízes, mesmo diante das adversidades. Assim, "Horizontes" se destaca como uma reflexão sobre memória, resistência e o valor das origens, entrelaçando vivências individuais e coletivas sob a atmosfera introspectiva característica de Vitor Ramil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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