
Bolero do Coronel Sensível Que Fez Amor em Monsanto
Vitorino
Contrastes de poder e sensibilidade em “Bolero do Coronel Sensível Que Fez Amor em Monsanto”
“Bolero do Coronel Sensível Que Fez Amor em Monsanto”, interpretada por Vitorino e escrita por António Lobo Antunes, aborda de forma direta o encontro entre um coronel e uma jovem prostituta, destacando a tensão entre autoridade e vulnerabilidade. O título já sugere essa dualidade, apresentando um homem de poder que, apesar de se considerar sensível, se envolve em uma situação marcada por desigualdade e frieza emocional.
A letra é crua e realista, sem romantizar o ato sexual: “Usei o teu corpo / Paguei o teu preço / Esqueci o teu nome / Limpei-me com o lenço”. O coronel, que afirma se comover facilmente, age de maneira mecânica e distante, revelando o contraste entre sua autopercepção e suas atitudes. O contexto da música, reforçado por informações externas, indica que a jovem tem entre quinze e dezessete anos, o que acentua o desconforto moral e social da situação e sugere uma crítica à exploração e à desigualdade. Versos como “cheiravas a mato / à sopa dos pobres / a infância sem quarto” evidenciam a origem humilde da garota e a precariedade de sua vida. Ao final, o coronel tenta retomar sua rotina familiar, mas não consegue esquecer o ocorrido: “Só tinha na ideia / Teu corpo parado / Na berma da estrada”. A canção, assim, expõe as marcas profundas deixadas por relações desiguais e a dificuldade de lidar com o peso emocional dessas experiências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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