
Dá-me Cá Os Braços Teus
Vitorino
Saudade e pertencimento em “Dá-me Cá Os Braços Teus”
“Dá-me Cá Os Braços Teus”, de Vitorino, aborda de forma clara o sentimento de saudade e deslocamento de quem está longe da terra natal. O verso “Terra estranha nunca foi quente / Quem me dera estar mais além” mostra o desconforto e a frieza emocional de viver em um lugar desconhecido, reforçando o desejo de voltar para casa. Esse tema é comum na música tradicional portuguesa, especialmente no Alentejo, região de origem de Vitorino, e está ligado à experiência da migração e à busca por pertencimento.
A letra também traz uma crítica social ao mencionar “Ruim paga me dão aqui / Vou-me embora sempre mais valho / Lá na terra onde nasci”. Aqui, o trabalho duro fora da terra natal é comparado à dignidade e à justiça coletiva encontradas em casa, onde “os campos são de toda a gente / Não há donos nem capatazes”. Essa imagem destaca o ideal de uma comunidade igualitária, em contraste com a exploração e a solidão vividas longe de casa. O refrão “Se tu és o meu amor / Dá-me cá os braços teus” acrescenta uma dimensão afetiva, mostrando que o amor e o acolhimento são tão importantes quanto o retorno físico. Assim, a canção transmite tanto a saudade quanto a esperança de reencontro e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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