
Eu Sou Devedor À Terra
Vitorino
Relação de pertencimento em "Eu Sou Devedor À Terra"
A música "Eu Sou Devedor À Terra", de Vitorino, explora a relação de troca e pertencimento entre o ser humano e a terra. O verso "Eu devo meu corpo à terra / A terra me está devendo" resume essa reciprocidade: a terra oferece sustento e vida, enquanto o indivíduo reconhece que, ao morrer, devolverá seu corpo ao solo, fechando um ciclo natural. Essa visão ganha ainda mais significado no contexto do Alentejo, região marcada pela agricultura e pelo Cante Alentejano, tradição reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Ao chamar o Alentejo de "terra sagrada do pão", a canção destaca o papel fundamental da terra na identidade e sobrevivência da comunidade local, reforçando o respeito pelo solo fértil que alimenta gerações. O trecho "Eu hei-de ir ao Alentejo / Mesmo que seja no verão" expressa não só saudade, mas também um compromisso afetivo e quase espiritual com a terra natal, mesmo diante das dificuldades do clima árido. A interpretação de Vitorino, conhecido por valorizar a música tradicional alentejana, transforma a canção em um símbolo de identidade coletiva e reflexão sobre o vínculo entre o homem, a terra e o ciclo da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Vitorino e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: