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Quando o Azar Pede Vaza

Volmir Coelho

Letra

    Cruzei a tropa na sanga
    Logo abaixo da picada
    O gado já era manso
    Conhecedor da cruzada
    Eu vinha floreando a boca
    Da zainita colorada
    Eguinha boba de freio
    Há pouco tempo enfrenada

    O diabo que andava junto
    Vinha descendo a coxilha
    Pois mal subi o barranco
    E já frouxou minha encilha
    Num upa correu a cincha
    Parando lá nas virilha
    E a zaina garrou o mundo
    Que mal tocava as flexilha

    Não sou dos nego assustado
    Mas vinha desprevenido
    Levei um golpe daqueles
    Perdendo rumo e sentido
    Fui aos poucos levantado
    Entendendo o acontecido
    Mas só ouvia de longe
    Os ovelheiros latindo

    A zaina perdeu a doma
    Não quis saber mais de mim
    Já o gado estava ali perto
    Pastando trevo e capim
    Juntei meus caco no campo
    Pelego, xergão, em fim
    Tirando o barro das pilcha
    E já coçando os micuim

    Segui tropeando de a pé
    Pois vinha perto das casa
    Brabo feito um zorrilho
    Os zóio vermelho em brasa
    Mas são as coisas da lida
    Quando o azar pede vaza
    Mas te juro meu amigo
    Me fez falta um par de asa

    Composição: Juliano Santos / Volmir Coelho. Essa informação está errada? Nos avise.

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