Mulher Rendeira
Volta Seca
A força feminina e o cangaço em “Mulher Rendeira”
“Mulher Rendeira”, interpretada por Volta Seca, destaca a conexão entre a mulher nordestina trabalhadora e o universo dos cangaceiros, especialmente o de Lampião. A música valoriza as rendeiras, mulheres que produzem rendas e têm papel fundamental na cultura e economia do Nordeste. Ao mesmo tempo, insere elementos do cangaço, como o fuzil de Lampião enfeitado com laços de fita e a presença de "moça bonita" nos lugares por onde ele passa, mostrando como o cotidiano e o lendário se misturam na canção.
O verso repetido “A pequena vai no bolso, a maior vai no embornal” pode ser entendido literalmente, referindo-se aos diferentes tamanhos das rendas, mas também como uma metáfora para as escolhas e prioridades dos cangaceiros em suas jornadas. Já o trecho “Se chora por mim não fica, só se eu não puder levar” revela o desapego exigido pela vida errante do cangaço, onde os laços afetivos dependem da possibilidade de seguir junto ao grupo. O contexto histórico da música reforça não só o retrato do ambiente do cangaço, mas também a valorização da mulher nordestina, evidenciando sua força e presença mesmo em meio à violência e à instabilidade da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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