exibições de letras 1.083

O Riso

Vultos

Letra

    O riso -- o voltairesco clown -- quem mede-o?!
    -- Ele, que ao frio alvor da mágoa humana,
    Na via-láctea fria do nirvana,
    Alenta a vida que tombou no tédio!

    Que à dor se prende, e a todo o seu assédio,
    E ergue à sombra da dor a que se irmana
    Lauréis de sangue de volúpia insana,
    Clarões de sonho em nimbos de epicédio!

    Bendito sejas, riso, clown da sorte
    -- Fogo sagrado nos festins da morte
    -- Eterno fogo, saturnal do inferno!

    Eu te bendigo! No mundano cúmulo
    És a ironia que tombou no túmulo
    Nas sombras mortas de um desgosto eterno!

    (Termina aqui o poema original)quem mede o riso, mede o pranto?
    Todos estão indo, sabem para onde?
    Quem molda o riso, molda a máscara?
    Não é a dimensão do festim, a mesma do sepulcro?
    Ah, a volúpia humana, que antecede o desgosto
    (Diz algo ininteligível)

    Composição: Augusto Dos Anjos. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Vultos e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção