Hades, O Mundo Dos Mortos
Walber Costa
Se há injustiça em minhas mãos
Se retribui com mal aquele que me recompensou
Ou tirei aquele que, sem êxito, me foi hostil
Por que na morte não há menção de ti
Vou deitar-me como dormir em paz
A noite inteira com às minhas próprias lágrimas
Por que ficas oculto entre tempos de aflição?
São pegados pelas ideias que inventaram
Enquanto os dias resvale-se desde minha atenção
Às aves do céu e os peixes do mar
Tudo que passa pela veredas dos mares
Puseste tudo debaixo de seus pés
Às nações afundaram na cova que fizeram
Seus próprios pés foram apanhados no que vieram
Para que saibam que são apenas homens mortais
Por que ficas oculto entre tempos de aflição?
São pegados pelas ideias que inventaram
Enquanto os dias resvale-se desde minha atenção
Rodearam-me às próprias cordas do seol
Fez então da escuridão o seu esconderijo
Águas escuras, nuvens espessas
Derramando como água os ossos foram separados
O coração ficou como cera
Derretendo fundo nas entranhas
Uma descendência é que servirá
Será declarada a geração concernente
Chegarão e contarão a sua justiça
Ao povo que há de nascer
Torna-se o caminho um lugar escorregadio
Sem causa encobriram a mim e a meu abrigo
Para fora a chuva derruba a escuridão e o medo
Levo do céu um livramento do silêncio
Sei a espera para precisar começar
A mente direta, para dentro do brilho do Sol



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