
Cobra-grande
Waldemar Henrique
Mistério e folclore amazônico em “Cobra-grande” de Waldemar Henrique
Em “Cobra-grande”, Waldemar Henrique transforma a lenda amazônica da Boiúna em uma experiência sensorial marcada por suspense e temor. O compositor utiliza expressões regionais e imagens vívidas para transmitir o respeito e o medo diante do desconhecido, destacando o poder misterioso da natureza amazônica. Termos indígenas como “cunhantã” (moça) e “boiúna” (cobra-grande) conectam a letra ao universo cultural do Norte do Brasil, reforçando a autenticidade da narrativa.
A letra descreve a aproximação da entidade mítica com versos como “Lá vem a cobra-grande / Lá vem a boi-una de prata”, evocando fascínio e terror ao mesmo tempo. O suspense cresce com o conselho repetido à “cunhantã” para se esconder e rezar, sugerindo que a proteção espiritual é uma das poucas defesas contra forças tão poderosas. O trecho “A floresta tremeu quando ela saiu / Quem estava lá perto de medo fugiu” mostra o impacto coletivo da lenda, enquanto a imagem da “noiva cunhantã” dormindo assustada, agarrada à rede, sob o luar que “faz mortalha em cima dela”, evidencia a vulnerabilidade humana diante do sobrenatural.
A canção une o folclore amazônico à sofisticação da música erudita, ampliando seu significado. “Cobra-grande” vai além de uma narrativa de terror: celebra a riqueza cultural e o imaginário popular da Amazônia, onde mistério e natureza se entrelaçam de forma inseparável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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