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A boemia e inovação do Rio em “Samba No Arpège”

A música “Samba No Arpège”, de Waldir Calmon e Seu Conjunto, retrata de forma leve e bem-humorada o ambiente sofisticado e animado da boate Arpège, um dos pontos mais emblemáticos do Rio de Janeiro nas décadas de 1950 e 60. O verso “Gente que se manca não tem banca pra dançar, porque/Samba no Arpège é gostoso como o quê, não vê?” provoca quem não tem atitude, sugerindo que só quem se entrega de verdade consegue aproveitar a atmosfera única do local. A letra faz referência direta ao Arpège, conhecido por reunir músicos inovadores e ser palco da fusão entre samba e jazz, marcando um momento importante da cena musical carioca.

A expressão “Samba jogadinho/Moderninho, é assim, vê lá!” reforça o espírito inovador do samba apresentado por Waldir Calmon, que misturava ritmos e criava ambientes envolventes, típicos das noites do Arpège. Os trechos onomatopaicos “Dabliú dubli-ubu/Dubliú-bibatá” funcionam como brincadeiras rítmicas, transmitindo a leveza, o improviso e o convite à dança característicos do samba-jazz. Dessa forma, “Samba No Arpège” não apenas homenageia um espaço icônico, mas também celebra um estilo de vida boêmio, moderno e aberto à experimentação, refletindo a efervescência cultural do Rio de Janeiro daquela época.

Composição: Waldir Calmon / Luís Bandeira. Essa informação está errada? Nos avise.

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