
Brinquedos
Walmir Lucena
Infância, saudade e memória em "Brinquedos" de Walmir Lucena
A música "Brinquedos" de Walmir Lucena retrata com sensibilidade as lembranças das brincadeiras de infância, especialmente em dias de chuva. O verso “Pique na chuva, guerra de lama, meus brinquedos” faz referência direta a jogos tradicionais e espontâneos, comuns em infâncias vividas nas ruas e em contato com a natureza, como no Morro de São Carlos, onde o próprio Walmir cresceu. Ao mencionar cantigas como “bente que bente é o frade” e expressões como “na boca do forno, forno / Me tirai um bolo, bolo”, a letra valoriza o folclore e as brincadeiras populares brasileiras, destacando a riqueza cultural dessas experiências.
O contraste entre passado e presente fica evidente quando o autor lamenta: “meus filhos, não vão conhecer... / Os meus brinquedos”. Esse trecho mostra a preocupação com a perda dessas tradições diante das mudanças sociais e tecnológicas, sugerindo que as novas gerações talvez não vivam a mesma liberdade e criatividade das brincadeiras antigas. A frase “está chovendo agora em meu olhar” transforma a saudade em uma imagem clara: as lágrimas representam uma nova chuva, agora interna, causada pelo receio de que essas memórias se percam. Assim, "Brinquedos" celebra a infância e faz um apelo à preservação da memória e das raízes culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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