As Flô de Puxinanã
Walter Lajes
Humor e cultura regional em “As Flô de Puxinanã”
"As Flô de Puxinanã", interpretada por Walter Lajes, destaca-se pelo humor escrachado e pelo uso criativo do dialeto nordestino. A música, baseada no poema de Zé da Luz, faz uma paródia de outra obra e transforma a descrição de três irmãs de Puxinanã em uma celebração caricata da cultura popular do sertão. O texto brinca com as características físicas das personagens, usando comparações inusitadas e expressões típicas, como ao chamar as irmãs de "três cachorra da molesta" e ao descrever Maroca com "dois cuzcuz de mandioca" no peito. Essa última comparação, além de reforçar o tom bem-humorado, traz um duplo sentido: faz referência ao formato dos seios da personagem e também ao cheiro e sabor do cuzcuz, prato típico da região, misturando sensualidade e comicidade de forma leve e irreverente.
O dilema do narrador sobre qual das irmãs escolher é tratado de maneira divertida, mostrando cada uma com seu charme próprio. A música valoriza a espontaneidade e a autenticidade das mulheres do interior, sem idealizações, mas com afeto e graça. Expressões como "minhas venta se acendeu com o cheiro vindo dos bicho" reforçam a ligação sensorial e afetiva com o universo sertanejo, aproximando o ouvinte desse cotidiano. "As Flô de Puxinanã" tornou-se um símbolo cultural em Puxinanã e exemplifica como a literatura de cordel e a poesia popular conseguem, com simplicidade e humor, retratar o imaginário e os valores do Nordeste.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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