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    Humor e crítica social em "Pirangueiro" de Wanderley Andrade

    A música "Pirangueiro", de Wanderley Andrade, destaca-se por transformar o comportamento do "pirangueiro" – aquele que frequenta festas, consome, mas nunca paga – em motivo de piada e autodeclaração, sem constrangimento. O uso da gíria regional já traz uma crítica social, mas a letra assume esse estereótipo de forma escancarada e divertida. Trechos como “Eu fumo, mas eu não trago / E quando trago, não dou pra ninguém” e “Eu bebo, mas eu não pago / Só me embriago às custas de alguém” ilustram o perfil de quem sempre aproveita a generosidade alheia, sem contribuir, e ainda se orgulha disso.

    O tom bem-humorado e irônico é reforçado pelo refrão e pelas situações descritas, como “chego sentando à mesa / Pegando o copo, tomando a cerveja / Não pago a despesa, não tenho dinheiro”. Wanderley Andrade faz uma crítica leve a um tipo comum em encontros sociais, especialmente em festas e bares, usando a música para retratar um traço cultural de forma descontraída. Ao assumir o papel do "pirangueiro", o narrador diverte e provoca reflexão sobre convivência social e os limites entre esperteza e aproveitamento. Assim, a canção vai além do humor, funcionando como um espelho divertido de comportamentos cotidianos e reforçando a habilidade do artista em abordar temas populares com leveza e ironia.


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