
Sultans Of Swing
Wanderley Andrade
Paixão fora da moda e comunidade em “Sultans Of Swing”
Apesar do título majestoso, Sultans Of Swing retrata músicos de bar quase anônimos que, com ironia, se coroam no fim da noite. Na versão ao vivo de Wanderley Andrade (álbum Minha Cara: Internacional - Ao Vivo, 2003), a abertura em português citando Mark Knopfler e convocando o público reforça o caráter comunitário da história; e o balanço caribenho típico do cantor aproxima a performance do “And the Sultans played Creole” (e os Sultans tocaram Creole) mencionado na letra. A narrativa nos leva a uma noite chuvosa ao sul de Londres: “south of the river / ... London town” (ao sul do rio / ... Londres). Pouca gente entra só para fugir da chuva, há “Too much competition, too many other places” (muita concorrência, muitos outros lugares), e ainda assim a banda escolhe o swing tradicional: “Dixie double four time” (Dixie em compasso 4/4). O contraste entre um timbre de sopros marcante — “not too many horns can make that sound” (não há muitos metais que façam aquele som) — e um público disperso já define o tema: tocar por identidade, não por modismo.
Os personagens cristalizam essa ética. Guitar George sabe todos os acordes, mas prefere a discrição do ritmo numa guitarra gasta; Harry não liga para “fazer a cena”, tem emprego diurno e guarda energia para a sexta-feira — tocar com os Sultans é o prêmio, não um trampolim. Quando “a crowd of young boys” (um grupo de rapazes) desdenha porque “it ain’t what they call rock and roll” (não é o que eles chamam de rock and roll), a linha “And the Sultans played Creole” (e os Sultans tocaram Creole) marca a escolha por um caminho fora da moda, em diálogo com a mistura internacional e o balanço paraense-caribenho de Andrade. No fecho, “Thank you, goodnight… We are the Sultans of Swing” (obrigado, boa noite... nós somos os Sultans of Swing) soa como orgulho humilde. Entre anonimato e competição, a mensagem é autenticidade e comunidade — algo que a interação de Andrade com a plateia, logo na abertura, encena literalmente, fazendo o público entrar no “bar” da história junto com a banda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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