
Eu Vou Zoar e Beber
Wesley Safadão
Festa e ousadia em “Eu Vou Zoar e Beber”, de Wesley Safadão
O refrão “paragadá” funciona como onomatopeia do batidão e, ao mesmo tempo, como eufemismo para o ápice da noite, deixando o subtexto sexual explícito sem nomear. A letra desenha o papel do anfitrião ostentação que comanda a farra: ele “faz o movimento”, aluga van, lota a geladeira e transforma o AP em pista. A narrativa é direta, quase um roteiro: convocar a galera (“Vou locar uma Van / E levar a mulherada lá pro meu AP”), garantir bebida (“Tá lotada de cerveja”) e criar clima de sedução (“Entrou, gostou, gamou, quer mais”). Isso dialoga com a imagem pública de Wesley Safadão: exaltação da vida noturna e da diversão sem freio, marca recorrente do artista. O foco não é romance nem drama; é intensidade, imediatismo e prazer coletivo.
Várias expressões reforçam o ambiente e abrem camadas de sentido. “O muído vai ser bom demais” usa gíria nordestina para bagunça e burburinho de festa; “o prédio vai balançar” é um exagero típico do som alto e da dança; “fazer zum, zum” simula o barulho da galera e da cachaça batendo. “O cheiro de amor no ar” e o coro “todo mundo nu!” empurram o duplo sentido para o centro, enquanto “não tem hora pra parar” sela o hedonismo sem culpa. Nesse quadro, “paragadá” opera tanto como marca rítmica de coreografia coletiva quanto como código para a parte íntima da madrugada. No fim, “Eu Vou Zoar e Beber” entrega euforia, desinibição e camaradagem — um manual de festa que condensa o estilo festivo de Wesley Safadão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Wesley Safadão e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: