
Manda Boi
Wesley Safadão
“Manda Boi”: vaquejada, identidade e volta às raízes
Em “Manda Boi”, Wesley Safadão encena a dúvida de um vaqueiro entre abandonar seu mundo e adotar um estilo urbano. A troca do “quarto de milha” por “qualquer carrão” não fala de dinheiro, e sim de abrir mão de um modo de vida. O narrador cogita largar a vaquejada, trocar “bota, espora e sela” por “tênis, bermuda jeans e cinto sem fivela”. Só que a lembrança da pista reacende a adrenalina e resgata a identidade: ao pensar em vaquejada e derrubar boi, ele volta ao ofício, aciona o “modo capa louca” e se reconhece no que sempre foi.
O refrão chama a arena de volta — “abre a porteira, solta o touro” — e reafirma coragem. “25 arrobas” dimensiona o peso real do desafio, enquanto o cavalo de raça Quarto de Milha é citado como “de gado”, feito para o trabalho e peça central da competição. Assim, a canção liga profissão, pertencimento e tradição: a troca do cavalo por carro simboliza abrir mão das raízes por status urbano, e a recusa final celebra a cultura da vaquejada que Safadão costuma exaltar. Lançada no EP Diferente Não, Estranho (2018), a faixa reafirma seu compromisso com o forró e as raízes do Nordeste, com emoção de euforia, orgulho e valentia — a dúvida vira certeza, e o grito “manda boi” soa como quem sabe de onde vem e onde quer ficar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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