
O sertão Chora
Wilson Aragão
Desigualdade e resistência em “O sertão Chora” de Wilson Aragão
A música “O sertão Chora”, de Wilson Aragão, expõe de maneira clara a desigualdade social e a exploração política vividas pelo sertanejo nordestino. A letra destaca como a resistência do povo está diretamente ligada à denúncia dos mecanismos de opressão, exemplificada em versos como “politicagem dos coronéis” e o “latifundiário” que “nega terra pra plantar”. Essas passagens mostram a manutenção de estruturas de poder antigas, nas quais o sertanejo é tratado “como se fosse boiada”, evidenciando a desumanização e o abandono histórico por parte das elites e do governo.
A canção utiliza imagens marcantes para retratar o sofrimento diário, como “corpos esqueléticos nus” e “bebe a lama do porão”, que expressam não só a fome e a miséria, mas também a humilhação e a desesperança. Apesar disso, a letra ressalta a esperança que persiste mesmo diante das dificuldades, como em “nutrem a esperança num milagre de Jesus”. No trecho final, ao citar Asfora e descrever “os seios sem leite, murchos” e “veias brancas, sem sangue”, a música reforça a crítica à elite insensível, sugerindo que o sofrimento do povo é consequência direta da concentração de riqueza e poder. Assim, “O sertão Chora” apresenta um retrato crítico e realista da luta do sertanejo, denunciando injustiças estruturais e valorizando a resistência diante da adversidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Wilson Aragão e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: