
Jardelino Satanás
Wilson Aragão
Folclore e humor sertanejo em “Jardelino Satanás” de Wilson Aragão
“Jardelino Satanás”, de Wilson Aragão, mergulha no universo folclórico do sertão baiano, misturando humor, superstição e personagens típicos do interior. O protagonista, Jardelino, apelidado de “Satanás”, não é visto como uma figura maligna, mas sim como alguém astuto, cheio de truques e respeitado por suas histórias, como mostra o verso: “Jardelino Satanás é cheio de arenguetegue / É cheio de arte”. O uso de expressões regionais, como “fifó” (lamparina), “bicicreta” (bicicleta) e frases como “Vixe Maria, é lua cheia e o curujão cantou”, reforça o clima de causos e assombrações, típicos das noites sertanejas.
A letra faz referência a crenças populares, como o uso de “São Cipriano” e “barbas de um bichano” em rituais, elementos que evocam o misticismo e as simpatias do interior. Jardelino é cercado por lendas, sendo até chamado de lobisomem, mas a música deixa claro que tudo faz parte do folclore e da imaginação local: “Tem quem diga que o homem é lobisome / Mas que vire esse bicho eu não agaranto”. O tom bem-humorado aparece em situações inusitadas, como Jardelino passando pela fechadura ou pedalando sua bicicleta enquanto “Satanás vai muntado em sua contra-pedá”, misturando o medo do sobrenatural com a irreverência do cotidiano sertanejo. No fim, a música celebra a tradição oral do sertão, onde o medo, a fé e a criatividade se misturam, transformando figuras assustadoras em personagens caricatos e mantendo viva a cultura popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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