
Guerra de Facão
Wilson Aragão
Crítica social e resistência cultural em “Guerra de Facão”
“Guerra de Facão”, de Wilson Aragão, retrata de forma irônica e crítica a dura realidade do sertão nordestino. A música utiliza a oralidade típica da região para expor uma sequência de dores, abordando tanto as dificuldades materiais, como a falta de ração para o gado e a ausência de chuva, quanto as feridas sociais e culturais. Aragão destaca a desvalorização da cultura local ao criticar a preferência por músicas estrangeiras, como no verso: “pior que os vagabundo toca musga estrangêra / Em vez de aproveitchá o que é da gente do Nordeste”. Essa crítica reforça o sentimento de abandono e a necessidade de resistência cultural.
O refrão “Ê ê ê boi / Ê boaiada ê ê boi” funciona como um lamento coletivo, simbolizando a união diante das adversidades. A música também faz um comentário social ao ironizar a política e a justiça, como em “invêis de axotá pra cacha prego o vagabundo / Que se adeitchô no trono e acordou num pau-de-sebo”, sugerindo a incompetência ou desonestidade dos que estão no poder. No final, Aragão propõe que “morre muitcho menas gente, se a guerra fô de facão”, criticando a violência armada e a guerra moderna. Lançada em 1986, a canção reflete sobre a modernização excludente e a perda de valores regionais, tornando-se um retrato contundente da luta nordestina por dignidade e reconhecimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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