
Lenço no Pescoço
Wilson Batista
Orgulho e resistência do malandro em “Lenço no Pescoço”
“Lenço no Pescoço”, de Wilson Batista, retrata com ousadia o orgulho do personagem em assumir o papel de malandro carioca. Elementos como “chapéu do lado”, “tamanco arrastando”, “lenço no pescoço” e “navalha no bolso” reforçam a imagem clássica do malandro, funcionando como símbolos de resistência e desafio às normas sociais da época. O verso “Provoco e desafio / Eu tenho orgulho / Em ser tão vadio” evidencia que o personagem não só aceita, mas valoriza sua posição à margem da moralidade tradicional, o que gerou polêmica e até censura no contexto histórico do samba.
A letra também faz uma crítica social ao comparar o estilo de vida do malandro com o de quem “trabalha / Andar no miserê”, sugerindo que o trabalho formal não garante dignidade ou felicidade. Para o personagem, a malandragem é uma escolha consciente e até superior. Essa visão provocou uma resposta de Noel Rosa, dando início a uma famosa polêmica sobre o papel do malandro no samba e na sociedade carioca. O tom descontraído e desafiador, especialmente no refrão “E eles tocam / E você canta / E eu não dou”, mostra um personagem autêntico, que mantém sua postura mesmo diante das críticas e da pressão social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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