
Cala a Boca, Etelvina
Wilson Batista
Humor e cotidiano do trabalhador em "Cala a Boca, Etelvina"
"Cala a Boca, Etelvina", de Wilson Batista, retrata com bom humor o cotidiano de um trabalhador que, ao chegar em casa cansado, precisa lidar com as pequenas tensões da vida a dois. O pedido direto do título não é apenas uma reclamação sobre o falatório da esposa, mas também um reflexo das negociações e desafios presentes nas relações domésticas. O verso “Eu já vi que a minha sina / É viver pra te aturar” mostra que, apesar do incômodo, o personagem encara a situação com leveza e resignação, usando o humor para lidar com as dificuldades.
O contexto histórico da música é fundamental para entender seu alcance. Wilson Batista, conhecido por retratar o cotidiano carioca e a figura do malandro, utiliza uma situação comum: o trabalhador que precisa descansar para não perder o trem da Piedade, uma linha famosa no Rio de Janeiro. Trechos como “Apague a luz / Que amanhã vou trabalhar” e a preocupação em “não perder o trem” destacam a rotina apertada e a importância do trabalho para a sobrevivência. A expressão “Cala a boca, Etelvina” virou bordão popular, simbolizando o desejo de silêncio diante do falatório, e foi eternizada também pelo filme de 1958. Assim, a música mistura humor, crítica social e observação do cotidiano, tornando-se um retrato fiel e divertido das relações e desafios do trabalhador urbano brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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