
Prosa Mineira
Wilson Dias
Tradição e renovação em “Prosa Mineira” de Wilson Dias
“Prosa Mineira”, de Wilson Dias, explora como a identidade de Minas Gerais se constrói a partir do equilíbrio entre tradição e transformação. Logo no início, ao dizer “Sou caboclo sou menino / Nas veredas da idade”, o artista mostra alguém que carrega tanto a simplicidade do interior quanto a energia da juventude, transitando entre passado e presente. A frase “Planto vozes do sertão / No coração da cidade” reforça essa dualidade, mostrando o esforço de manter vivas as raízes rurais mesmo diante da urbanização e das mudanças modernas, um tema frequente na obra de Wilson Dias.
A música também destaca elementos naturais e culturais, como em “Sou fulô da laranjeira” e “Sou peroba sou madeira”, que simbolizam a força, resistência e delicadeza do povo mineiro, além da conexão com a terra. As referências a “Cora Coralina” e “Messina rezadeira” homenageiam mulheres importantes para a cultura local, ressaltando o papel feminino como guardiãs da tradição e da espiritualidade. Ao se definir como “resina curandeira / Que logo alivia a dor”, a letra sugere que a cultura e a música mineira têm um papel de cura e acolhimento, servindo de ponte entre o passado e o presente, entre o rural e o urbano. Assim, “Prosa Mineira” celebra a riqueza cultural de Minas Gerais, valorizando suas origens e a força de seu povo diante das transformações do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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