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Inútil Paisagem

Wilson Simonal

Solidão e melancolia em “Inútil Paisagem” de Wilson Simonal

A música “Inútil Paisagem”, interpretada por Wilson Simonal, utiliza elementos grandiosos da natureza — como céu, mar, ondas, vento e flores — para simbolizar o vazio e a inutilidade que surgem com a ausência de alguém amado. O mais curioso é que a gravação da canção aconteceu justamente no dia do golpe militar de 1964. Por conta disso, músicos da época apelidaram a faixa de “melô da revolução”, uma ironia que destaca o contraste entre o universo íntimo da música e o contexto político turbulento daquele momento. Esse detalhe reforça como a canção se mantém focada no drama pessoal e universal da solidão, mesmo diante de grandes acontecimentos históricos.

A letra traz uma metáfora central: a paisagem, por mais bela que seja, perde o sentido sem a presença da pessoa amada. Versos como “De que serve essa onda que quebra / e o vento da tarde / De que serve a tarde / Inútil paisagem” mostram claramente esse sentimento de melancolia e desamparo. O trecho “Pode ser que não venhas mais, que não venhas nunca mais” aprofunda o tom de resignação, sugerindo que a esperança está se esgotando e tudo ao redor se torna vazio. A força da música está justamente na simplicidade e na universalidade desse sentimento de perda, potencializada pelo arranjo sofisticado de Eumir Deodato, que mistura bossa nova e samba-jazz para criar uma atmosfera contemplativa e nostálgica.

Composição: Aloysio de Oliveira, Tom Jobim. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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