R.A.P
Xamã & Estudante
Vivência e resistência social em “R.A.P” de Xamã & Estudante
A música “R.A.P” de Xamã & Estudante expõe de forma direta a realidade de jovens periféricos e a importância do rap como instrumento de resistência. Os artistas trazem suas próprias experiências, como o período em que Xamã viveu nas ruas e dividiu moradia com MC Estudante, para dar autenticidade à mensagem. Isso aparece em versos como “Somos vistos como marginais por doutores e policiais”, que evidenciam o preconceito enfrentado e a luta por reconhecimento social.
A letra mistura cenas do cotidiano difícil, como “escrevendo rap no fundo do busão lotado” e “meu rosto desconfigurado vivo per noitado”, com reflexões sobre identidade e propósito. O rap é descrito como uma “arte arma branca”, funcionando tanto como protesto quanto como forma de união. Trechos como “Dinheiro é teu tranquilo então, paga tuas conta / Mas depois não vem cotovelar com essas desculpa pronta” criticam a hipocrisia social e a busca por status, enquanto “faço rap por amor, mas preciso pagar minhas contas” mostra o conflito entre paixão e necessidade financeira. As referências à cultura pop e ao cotidiano, como “monstro sem ominitrix” e “falar de coisa boa não é falar de tecpix”, reforçam a conexão com a realidade dos ouvintes.
O refrão “Rap pra somar, pra luta, protestar combater” resume o papel do rap como voz ativa contra injustiças. A música propõe o rap como espaço de acolhimento, resistência e transformação, valorizando e ressignificando a vivência periférica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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