
Violêro
Xangai
Liberdade e simplicidade no sertão em “Violêro” de Xangai
Em “Violêro”, Xangai destaca a importância da liberdade e da simplicidade diante das tentações do poder e do dinheiro. O personagem principal, um violeiro, recusa a oferta do rei João mesmo após cantar “nas prtas di um castelo”, mostrando que prefere manter sua autonomia a se submeter a riquezas ou status. Esse posicionamento fica claro no verso: “só hai treis coisa nesse mundo vão / amô, furria, viola, nunca dinhêro”, onde o violeiro valoriza o amor, o prazer (furria) e a arte da viola, rejeitando explicitamente o dinheiro como objetivo de vida.
A canção utiliza o dialeto regional e imagens do sertão, como “procissão u Lôvado-seja”, “côro di cego nas porta das igreja” e “malassombro das casa abandonada”, para criar uma atmosfera autêntica e emocionalmente conectada à cultura popular nordestina. O violeiro se apresenta como alguém que já “curri o mundo intêro”, mas que aprendeu, pelas dificuldades da estrada, a enxergar “beleza na pobreza”. Assim, a música valoriza a experiência, a humildade e a sabedoria popular, mostrando que a verdadeira riqueza está nas relações humanas e na liberdade de seguir o próprio caminho, mesmo que isso signifique viver “sem um tustão na cuia”. O tom direto e o uso do regionalismo fazem de “Violêro” um retrato fiel do artista errante, que encontra sentido na arte e na vida simples, e não nas posses materiais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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