
Incelença Pro Amor Retirante
Xangai
Tradição e saudade em “Incelença Pro Amor Retirante”
O título “Incelença Pro Amor Retirante” já indica a proposta singular da música de Xangai: transformar a incelença, um canto fúnebre tradicional do sertão, em um lamento amoroso. A canção adapta o ritual de despedida e saudade para falar da ausência de um amor que partiu, conectando a dor pessoal à experiência coletiva dos retirantes nordestinos, que deixam suas terras e afetos para buscar sobrevivência.
A letra cria uma atmosfera de espera e esperança, usando imagens do cotidiano sertanejo, como o “grilo violeiro” e o “rebanho na aurora”. O grilo, que canta sozinho no terreiro, representa tanto a solidão do narrador quanto a persistência da lembrança da amada. O verso “Geme os rebanhos na aurora / Mugindo cadê a senhora / Que nunca mais voltou” mostra que a ausência é sentida não só pelo narrador, mas por todo o ambiente ao redor, ampliando o sentimento de saudade. O uso da incelença como súplica – “Ao senhor peço clemência / Num canto de incelença / Pro amor que retirou” – transforma o lamento em prece, expressando a esperança de reencontro ou, ao menos, de notícias da amada, como na espera pelo tropeiro. Assim, a música retrata de forma sensível a dor da separação, a esperança e a resistência emocional do sertanejo diante das perdas do sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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