
Tando Mais Ou Meno Tá Louco de Bom
Xirú Missioneiro
Humor e resistência em "Tando Mais Ou Meno Tá Louco de Bom"
O refrão "Tando mais ou meno' tá louco de bom" traz uma ironia típica do interior gaúcho, onde se valoriza o fato de as coisas estarem apenas "mais ou menos" porque, na realidade, nunca estiveram realmente boas. Xirú Missioneiro utiliza essa expressão para destacar a resiliência e o otimismo do povo rural, que, mesmo diante das dificuldades, segue em frente e valoriza o que tem, mesmo que seja pouco.
A letra faz críticas diretas à situação dos agricultores e à política, como em "Quem tá na agricultura, que vão de mal a pior / Entra e sai governo e é sempre o mesmo berro", evidenciando o ciclo de promessas não cumpridas e o sofrimento constante no campo. O uso de termos regionais como "rancho" e "china" reforça a identidade cultural gaúcha. Versos como "Se temo' o que comer e um rancho pra morar / Uma cama pra deitar, pra dormir, fazer amor" mostram a valorização do essencial na vida simples. Já o trecho "governo e china não devolve pra ninguém" mistura crítica social e humor, ao brincar com a ideia de que nem o governo nem a mulher devolvem dinheiro, refletindo a desconfiança popular. No conjunto, a música faz um retrato bem-humorado e realista das dificuldades do campo, mostrando que, para quem está acostumado a lutar, estar "mais ou menos" já é motivo de comemoração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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