
O Bagual da Bossoroca
Xirú Missioneiro
Orgulho e irreverência gaúcha em “O Bagual da Bossoroca”
“O Bagual da Bossoroca”, de Xirú Missioneiro, destaca-se pelo uso criativo de expressões regionais e duplos sentidos para retratar o protagonista como um verdadeiro “bagual”. No contexto gaúcho, “bagual” vai além de cavalo selvagem: é alguém valente, indomável e até um pouco rebelde. Ao se autodenominar “bagual da Bossoroca”, o artista faz uma homenagem bem-humorada à sua terra natal e à cultura campeira, reforçando o orgulho das raízes missioneiras e o espírito livre do gaúcho. Termos como “cuiúdo” (valente) e menções a cidades como São Borja e São Luiz reforçam a ligação com o universo rural do Rio Grande do Sul.
A letra é repleta de metáforas e trocadilhos, muitos com conotação sexual ou de duplo sentido, como em “tenho faro de lebreiro no rastro das lagartixas” e “meu fraco é baila e tasca pra ver as Tibúrcia pelada”. Essas passagens brincam com o estereótipo do homem campeiro conquistador, sempre atento às mulheres e às festas, mas sem perder o tom de humor e exagero típico do cancioneiro regionalista. Ao mesmo tempo, a música valoriza a autenticidade e rusticidade do personagem, que se orgulha de não ter “marca de lombilho” (não foi domado por ninguém) e de ser “padre de dois potrilho”, expressão que sugere virilidade e experiência. No fim, “O Bagual da Bossoroca” celebra de forma irreverente a vida campeira, cheia de picardia, orgulho e identidade regional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Xirú Missioneiro e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: