
A Nega Marculina
Xirú Missioneiro
Relações e humor rural em “A Nega Marculina” de Xirú Missioneiro
Em “A Nega Marculina”, Xirú Missioneiro utiliza humor e ironia para retratar o cotidiano do homem do campo gaúcho, destacando as relações familiares e conjugais de forma carinhosa e espirituosa. O artista faz uso de expressões típicas do folclore sulista, como “china” (mulher) e “rancho” (casa simples), além de referências a animais de estimação, criando um cenário autêntico da vida rural. O desaparecimento da Marculina é tratado com uma queixa bem-humorada, servindo de pretexto para abordar temas como saudade, rotina e a dependência emocional do narrador em relação à companheira. Isso fica claro quando ele diz: “pras crias tu tem que vorta / Que o Juvência, o bastião e o Jovino / Já estão bem magrinho de tanto chorar”, mostrando o impacto da ausência dela na família e nos animais.
A letra também traz metáforas e descrições caricatas, como “umas duzentas gramas de beiço / E o cabelo parece um bom bril”, reforçando o tom descontraído e a intenção de provocar o riso, sem perder o afeto. O retorno da Marculina é motivo de festa, mas o narrador expressa ciúme e curiosidade sobre as “cosa nova que aprendeu pela cidade”, sugerindo de forma leve possíveis experiências novas trazidas do ambiente urbano. O verso “Queria pega esse medonho que ensinou / Essas cosa boa pra minha nega, Tchê” brinca com o duplo sentido, misturando ciúme, admiração e humor. Assim, Xirú Missioneiro valoriza a tradição gaúcha, mas sempre com irreverência e leveza.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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