
Sem Eira Nem Beira
Xutos & Pontapés
Crítica social e resistência em “Sem Eira Nem Beira”
“Sem Eira Nem Beira”, da banda Xutos & Pontapés, faz uma crítica direta à desigualdade social e à impunidade dos poderosos em Portugal. A música narra a história de um homem marginalizado, que, apesar de pagar caro por seus próprios erros, observa os verdadeiros corruptos escapando sem punição. Isso fica claro nos versos: “Há dez anos que estou preso / Há trinta que sou ladrão / Não tenho eira nem beira / Mas ainda consigo ver / Quem anda na roubalheira / E quem me anda a comer”. Aqui, o narrador expõe a hipocrisia de um sistema que pune os mais fracos enquanto protege quem está no topo.
A expressão “sem eira nem beira” reforça o sentimento de exclusão social e falta de oportunidades, refletindo o contexto português de crise e corrupção. O apelo repetido “Senhor engenheiro, dê-me um pouco de atenção” é uma provocação à elite política e econômica, especialmente porque “engenheiro” pode se referir a figuras de poder, como o então primeiro-ministro José Sócrates, embora a banda negue uma crítica pessoal. A letra mistura indignação e esperança, como em “Eu quero acreditar / Que esta merda vai mudar”, mas deixa claro que a transformação depende da luta coletiva. O refrão “Mais força para lutar” resume o espírito de resistência, tornando a música um símbolo de insatisfação social e incentivo à ação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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