Conflitos familiares e ciúmes extremos em “Mãe”
A música “Mãe”, dos Xutos & Pontapés, aborda de forma direta e desconcertante temas como ciúme, possessividade e violência no ambiente familiar. Logo no início, versos como “Mãe tenho ciúmes do pai / Quando se deita contigo Mãe” expõem o olhar de uma criança que não compreende a relação dos pais, revelando um desejo intenso de exclusividade e dificuldade em lidar com a sexualidade adulta. A letra utiliza imagens fortes, como “te chupa as tetas / e te esborracha os seios”, para acentuar o desconforto e a tensão emocional presentes na narrativa.
Ao longo da canção, o enredo evolui para um desfecho trágico: o narrador afirma ter matado o pai e, depois, a mãe, num ciclo de destruição motivado por sentimentos extremos de rejeição e traição. A repetição de “Agora sou só eu Mãe / E procurei o fim Mãe” reforça o isolamento e a solidão resultantes dessa busca doentia por exclusividade materna. Embora os Xutos & Pontapés não tenham explicado publicamente o significado da música, o contexto dos anos 1980, quando a banda explorava temas intensos e marginais, sugere que “Mãe” funciona como uma metáfora para conflitos familiares e ciúmes patológicos. O refrão “Eu vim cá para fora / Toda a gente chora / Toda a gente berra / Foste tu” pode ser entendido tanto como referência ao nascimento quanto como expressão de perda e caos, ampliando o impacto emocional da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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